Dialogismo em Fausto de Goethe e Dean Winchester de Supernatural

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DIALOGISMO EM FAUSTO DE GOETHE E DEAN WINCHESTER DE SUPERNATURAL

 

Débora C. Brauner

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Sofia Geboorte

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Priscilla D.B.Effgen

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 No presente trabalho será estudado o dialogismo que ocorre, neste caso, em dois diferentes tipos de enunciado: o literário, com o livro Fausto de Goethe; e o televisivo, com a série Supernatural, criada em 2005 por Eric Kripke. O dialogismo existente entre esses dois gêneros textuais acontece devido o forte vínculo entre as histórias, pois em ambas se encontra o pacto diabólico como um dos principais temas. O objetivo é analisar os motivos que levaram tanto Fausto, quanto Dean Winchester, a venderem suas almas.

 Inspirado em uma lenda alemã sobre Johann Georg Faust que, acredita-se, viveu entre os anos 1480 a 1541, médico e mágico, alquimista e filósofo, que teria feito um pacto com o demônio em troca de prazeres terrenos como riqueza e poderes ilimitados. O nome Faust, ou Fausto, tem sido usado como base de diversos romances de ficção, o mais famoso deles pertence ao renomado escritor alemão, Johann Wolfgang von Goethe, e foi produzido em duas partes sendo a primeira - e mais famosa -  publicada em 1806, e a segunda em 1832, já as vésperas da morte do escritor.

 As fontes da lenda de Johannes Faust além de poucas, são incertas, mas entre as diferentes faces da lenda, há algumas informações não divergentes, como o fato, ou suposição, de que o Dr. Fausto teria estudado com a intenção de tornar-se alquimista, astrólogo, mago e vidente, o que o torna um grande material literário, isso sem que seja adicionado a balança o fator do religioso, que seria o pacto com o diabo. Por isso, não surpreende o fato de a lenda ser bastante difundida na literatura, porém foi só com Goethe que Fausto adquiriu uma versão definitiva que passaria a ser conhecida mundialmente.

 A primeira parte de Fausto foi reescrita várias vezes ao longo de 60 anos, sendo a primeira publicação parte em verso, parte em prosa, escrita pelo poeta entre 1772- 1773 - na fase pré-weimariana de sua carreira, possuindo o titulo de Urfaust, que seria como um Proto-fausto, um protótipo de Fausto que só seria publicado após a morte do autor.

 À versão oficial e final, Goethe daria o título de Faust, eineTragödie,em português Fausto, uma tragédia. Mas a problemática e as questões existenciais e teológicas presentes em Fausto continuaram a intrigar o poeta, por isso em 1826 ele inicia a segunda parte do poema, publicado sob o título de Faust. Der TragödiezweiterTeil in fünf Akten, em português Fausto. Segunda parte da tragédia, em cinco atos.

  Por se tratar de um arquétipo da alma humana, o mito de Fausto jamais se esgotou simbólica e literariamente, de modo que diversos artistas e escritores ainda viriam e possivelmente virão, a trabalhar com ele.

 Mas no presente trabalho, a questão relevante é a do “pacto diabólico” e a forma como ele ocorre na Primeira parte do Fausto de Goethe, quais seus fundamentos e desejos ao realizar tal ato, e quais as consequências finais de tal escolha.

 

 É de conhecimento, quase geral, a história de Fausto criado por Goethe, em que um cientista que desejava desvendar os mistérios de sua época e adquirir conhecimento suficiente para ultrapassar os limites de sua Era, invoca Mefistófeles, um demônio com o qual faz um pacto, utilizando-se de seu próprio sangue, que é a essência da vida e do ser para realizá-lo, isso com o intuito de não envelhecer durante vinte e quatro anos, nos quais o demônio “trabalharia” para Fausto apresentando-lhe a imensidade de prazeres carnais que o mundo pode proporcionar em troca de sua alma imortal. Ao final do prazo Fausto tenta escapar a sua horrível sentença, no entanto acaba por queimar no inferno por toda a eternidade.

 

(Doutor Fausto e Mefistófeles)

  

Muitas vezes as pessoas acreditam que um livro morrerá depois de um tempo, ninguém mais irá conhecê-lo e portanto sua história desaparecerá junto com ele, mas não é o que acontece, pois encontram-se traços, do Fausto de Goethe e o pacto demoníaco ou diabólico, em várias outras obras, sendo elas dos mais variados gêneros, incluindo a série produzida pelo canal estadunidense Warner Bros, que atualmente faz parte da programação do canal norte-americano The CW. Seu enredo é sobre dois irmãos que tem como “legado de família” caçar demônios e outras criaturas malignas, o que os mantem em constante perigo, como consequência Sam Winchester acaba falecendo e para não ficar sozinho, Dean Winchester faz um pacto com o demônio, sua alma em troca da vida do irmão. Por mais que as situações sejam diferentes, os motivos são os mesmos, sendo os principais o medo da solidão e o egoísmo.

 Fica claro que em ambas as diegesis há a presença do fantástico, um gênero literário limítrofe entre o estranho e o maravilhoso que na concepção de Tzvetan Todorov, os conceitos de fantástico, maravilhoso e estranho, têm tênues linhas que os unem, e, características específicas que os tornam distintos. A definição de Todorov do fantástico centra-se na hesitação frente à natureza de um acontecimento ficcional, ocupando assim, o tempo da incerteza. O diabo por exemplo, é uma ilusão, um ser imaginário, ou, existe realmente, tal como outros seres, com a diferença de que raras vezes é encontrado.

 

 Num mundo que é exatamente o nosso, [...] produz-se um

acontecimento que não pode ser explicado pelas leis deste mesmo

 mundo familiar. [...] ou se trata de uma ilusão, [...] ou então o

acontecimento realmente ocorreu [...]. O fantástico ocorre nesta

incerteza; ao escolher uma ou outra resposta, deixa-se o fantástico

para entrar num gênero vizinho, o estranho ou o maravilhoso. O

fantástico é a hesitação experimentada por um ser que só conhece as

leis naturais, face a um acontecimento aparentemente sobrenatural.

(TODOROV, 2007, pp. 30-31)

 

 O fantástico dura de acordo com o tempo de hesitação entre o real e o sobrenatural. Ao final de uma narrativa, caso a personagem se decida por uma saída que explique os fenômenos de modo a preservar as “leis da realidade”, a obra se liga, segundo Todorov, ao estranho e não mais ao fantástico, porém, se os fenômenos ocorridos na narrativa puderem ser explicados pela admissão de novas leis da natureza, a obra encontra-se no gênero maravilhoso.

 

A literatura existe pelas palavras; mas sua vocação dialética é dizer

mais do que diz a linguagem, ir além das divisões verbais. Ela é, no

interior da linguagem, o que destrói a metafísica inerente a qualquer

linguagem. A marca distintiva do discurso literário é ir além (senão

não teria razão de ser); a literatura é como uma arma assassina pela

qual a linguagem realiza seu suicídio. (TODOROV, 2007, p. 175-176)

 

 A literatura ancora-se, portanto, no mar da linguagem, para nela navegar como ‘um barco bêbado’. Nos textos fantásticos, inclina-se, de todos os modos, a explicação pelo sobrenatural. O relato fantástico tem também duas soluções, uma verossímil e sobrenatural, e a outra inverossímil e racional.

 Mortos andando entre os vivos, monstros das mais variadas formas, árvores, pedras e animais que falam etc., são uns dos eventos que não pertencem à nossa realidade. Nossa lógica não entende e não aceita tais fatos. Tzvetan Todorov cita em seu livro “Introdução à Literatura Fantástica”, que dentro da nossa realidade regida por leis, ocorrências que não podem ser explicadas por essas leis incidem na incerteza de ser real ou imaginário. Para Todorov, um evento fantástico só ocorre quando há a dúvida se esse evento é real, explicado pela lógica, ou sobrenatural, ou seja, regido por outras leis que desconhecemos. “Há um fenômeno estranho que se pode explicar de duas maneiras, por meio de causas de tipo natural e sobrenatural. A possibilidade de se hesitar entre os dois criou o efeito fantástico. (TODOROV, 1968, p. 31).

 Encontra-se no campo do fantástico-maravilhoso, ou, dito de outra maneira, dentro da classe de relatos que se apresentam como fantásticos e que terminam com a aceitação do sobrenatural. Estes relatos são os que mais se aproximam do fantástico puro, pois este, pelo fato de permanecer inexplicado, não racionalizado, sugere a existência do sobrenatural. O limite entre ambos será, pois, incerto. Entretanto, a presença ou ausência de certos detalhes permitirá a tomada de uma decisão.

 Nem toda ficção ou sentido literal, está ligado ao fantástico; mas todo o fantástico está ligado à ficção e ao sentido literal. Ambos são condições necessárias para a existência do fantástico.

 Para Todorov, a função do texto fantástico é “subtrair o texto à ação da lei e assim transgredi-la”. O mundo real deve ser entendido, de um modo geral, como conteúdo da consciência constituída pela imagem do mundo, guiada pela percepção e pelo conteúdo dessa imagem mediada pelo sentimento e pensamentos inconscientes. Assim, as duas “realidades” que se apresentam, o mundo da consciência e o do inconsciente, não disputam a supremacia, mas tornam-se mutuamente relativas. Não há realidade absoluta, de um ponto de vista crítico. É possível conhecer o mundo externo e interno, consciente e inconsciente, através das imagens mentais, como observado pelo psiquiatra suíço Carl Jung:

 

 “Longe, portanto, de ser um mundo material, esta realidade é um mundo psíquico que só nos permite tirar conclusões indiretas e hipotéticas acerca da verdadeira natureza da matéria. Só o psíquico possui uma realidade imediata, que abrange todas as formas, inclusive às ideias e pensamentos “irreais”, que não se referem a nada de exterior”.(TODOROV, 1968).

 

 E é utilizando-se desse dialogo entre a realidade externa e a interior que forma-se o conceito de dialogismo, concebido por Mikhail Bakhtin, lingüista russo, durante a década de 40. O termo dialogismo, conhecido também como intertextualidade por Julia Kristeva, que publicou em 1967 um estudo sobre o lingüista, que até então era pouco conhecido no ocidente.

 Pode-se chamar de dialógica a ligação existente entre os enunciados, assim como ocorre na relação do pacto demoníaco presente no livro Fausto do alemão Goethe, e o seriado americano Supernatural. Contudo, para que haja a compreensão de como esse dialogismo é estabelecido nas obras, é necessário o entendimento do processo de significação e a definição mais profunda do dialogismo bakhtiniano.

 Segundo Bakhtin, para a leitura de uma obra, o receptor (leitor) deve ter em sua memória um repertório mínimo e necessário para a compreensão desse texto, assim como ocorre nas conversas (textos orais). Em linguística essa compreensão do texto é conhecida como significação abstrata, pois, é formada pela construção do sentido que o leitor possui previamente. Dessa forma, o ‘saber’ já existente na mente do leitor irá se juntar com o novo, sem que se perca o antigo, apenas acrescenta-se. Essa aquisição de sentido, que na perspectiva dialógica se dará mais precisamente na concepção sócio-interacionista de Vygotsky, pode ser vista como um lago que possui uma determinada quantidade de água, e quando chove, as gotas de chuva juntam-se ao lago formando assim, um lago maior. Esse lago adquire outras águas (conhecimento) que ao agregar-se as já existentes (repertório prévio), formam um lago renovado, e a cada chuva (leitura) esse processo (a construção de sentido) se refaz. A ligação existente entre esses dois conhecimentos é o diálogo que se forma.

 Segundo Bakhtin, o processo de significação é social, sendo essa construção de sentido, ou construção dialógica, que forma os enunciados, são este e não as unidades da língua, capazes que formar o dialogismo, pois são únicos, a cada vez que forem pronunciados, mesmo sendo interligados. Esses mesmos textos são dependentes do discurso do outro, já que este discurso não é algo fechado, mas depende e está enlaçado com o discurso alheio. Sobre essa questão Cristovão Tezza diz que:

 

“Nossas palavras não são ‘nossas’ apenas; elas nascem, vivem e morrem na fronteira do nosso mundo e do mundo alheio; elas são respostas explícitas ou implícitas às palavras do outro, elas só se iluminam no poderoso pano de fundo das mil vozes que nos rodeiam” (TEZZA, 1988, p. 55).

 

 Ou seja, ninguém tem uma fala inédita e própria, todos se apropriam da linguagem do outro, tomando a palavra do outro, vivem em função da troca de linguagens, as diferentes noções de significados constituídos dentro de um contexto social, ou a concepção sócio interacionista, pois é dela que o dialogismo depende.

 

Assim, não há dialogo somente nas interações discursivas reais e nos enunciados literários, o dialogismo transpõe todas as barreiras chegando a outros meios de interações como a televisão, o cinema e a música. Por não serem monológicas e sim dialógicas é possível traçar os parâmetros nesses enunciados. Bakhtin discursa sobre isso dizendo que:

 A verdadeira substância da língua não é constituída por um sistema abstrato de formas lingüísticas nem pela enunciação monológica isolada, nem pelo ato fisiológico de sua produção, mas pelo fenômeno social da interação verbal, realizada através da enunciação ou das enunciações. A interação verbal constitui assim a realidade fundamental da língua. (BAKHTIN, 2004, p. 123).

 

 

 Olhando essas definições dialógicas, podemos trabalhar com os traços fantásticos nas narrativas estudadas. Esses traços permitem que o dialogismo seja feito, pois, é através desse gênero que ocorre o pacto com o diabo.

 Para tratar desse assunto devemos nos ater um pouco à história de tal acordo que persegue o mito de Fausto e também o personagem Dean. No decorrer dos séculos diversos relatos sobre pactos com o diabo foram registrados, o acordo sempre era feito como uma troca de favores, porém quem negociava com o diabo, oferecia sua alma em detrimento de algum favor, quer seja ele material ou não. Mas para que o diabo venha até quem o deseja é preciso fazer uma invocação, Fausto usou, assim como Dean, a Magia Naturallis, contendo símbolos atribuídos à Chave de Salomão. Esses símbolos, presentes no chamado Circulo Mágico foram impressos nas edições de Fausto, e são os mesmo símbolos visíveis em Supernatural, sempre que se deseja invocar algum demônio. Essa ligação é a primeira instância do dialogismo entre as obras, e que também podemos dizer que trata-se de uma intertextualidade visual, pois há a interferência do enunciado antigo de Fausto com o novo enunciado da série. Para a evocação de Mefistófeles, o personagem Fausto vai até uma encruzilhada, o que Dean também faz, porém o diabo com o qual Dean negocia é uma mulher e não Mefistófoles, por isso o pacto é um dialogo entre as obras e não somente uma intertextualidade onde há a alusão de algo. Pois, o verdadeiro dialogismo entre as obras é o motivo que levaram os dois personagens à realizar o pacto.

 

(Circulo Mágico)

 

 Os favores oferecidos pelo diabo na maior parte das histórias, assim como em Fausto, variam entre a juventude, riqueza e poder. Mas como dito anteriormente além desses motivos o que levou tanto Fausto quanto Dean à fazerem o pacto com o demônio foi o egoísmo e o medo da solidão. Fausto queria, o conhecimento, e o amor de Gretchen (que em português foi traduzido para Margarida), porém o desejo de ser amado e da sabedoria, também podem ser vistos como o egoísmo, pois não há amor sem egoísmo. Enquanto Dean faz o pacto para que o irmão morto retorne à vida. Esse gesto também não passa de egoísmo, pois ao longo na narrativa fica claro que Dean não suportaria a ausência do irmão, e sem pensar em como Sam ou qualquer outro se sentiria, prova de que foi uma atitude egoísta e não por amor, como se pode pensar primeiramente. Dessa forma o egoísmo é a relação dialógica existente nesses dois enunciados.

 Para fazer tal conexão entre os textos, devemos nos ater um pouco ao gênero do discurso. Para Bakhtin não é a regularidade do gênero em suas classificações, mas sim quais os tipos de conexões, ou seja, relações que há entre os gêneros e as atividades da vida social. Dessa forma o interessante é transportar o discurso de um determinado gênero para a realidade, as relações humanas, o tempo histórico.

 Ao analisar o tempo histórico também conseguimos compreender a carnavalização das duas obras que se dão de maneiras diferentes. Em Fausto a carnavalização é aplicada de forma mais bakhtiniana que acontece nas festas populares, permitindo que aqueles que estão sufocados respirem, que uma dama vista-se de prostituta, sempre utilizando a linguagem oposta a etiqueta, mais próxima a profanação, já que Bakhtin baseia-se na carnavalização dos cultos à Baco, ou às Festas Dionisíacas. Quando estuda a obra de Goethe, Bakhtin discursa sobre a carnavalização no Segundo Fausto, onde Goethe conseguiu ver a dualidade da imagem corpórea, fundindo o sagrado e o profano.

 Num texto literário podemos encontrar a carnavalização como uma paródia, ou a sátira menipéia, que comporta tanto o cômico quanto o trágico. É a sátira menipéia que mais se encaixa no personagem Dean Winchester, pois em momentos de grandes tensões, onde o personagem tem de tomar decisões, e mesmo em cenas onde o sentimento de exílio encontra-se apurado, o mesmo personagem sempre trás consigo a comicidade, além é claro de este papel também ficar por conta dos inúmeros “demônios da encruzilhada”, responsáveis por fazerem o pacto. Assim tanto os demônios em Supernatural quanto o Mefistófeles de Goethe são carnavalizados.

 Portanto é possível verificar que o motivo que levou os personagens estudados à fazerem um pacto com o demônio resume-se no egoísmo de ambos, Dean e Fausto. Essa relação existente entre os dois textos resulta no dialogismo que percorre os enunciados, pois apesar de haver uma distância temporal entre eles, o assunto que os liga é algo que permeia as dúvidas e sentimentos humanos, que faz com que sempre sejam atuais. Pois não podemos olhar para esses pactos somente como se fossem verdadeiros, mas como fatos fantásticos e, portanto metafóricos. Através do dialogismo bakhtiniano é possível transpor uma obra para outra. Quanto à isso Robert Stam atesta em seu livro Bakhtin: da teoria à cultura de massa, que o dialogismo é o contato entre os enunciados, assim, dialogismo é a relação entre os textos que permeiam o meio social. Dessa forma os enunciados ecoam as vozes dialógicas dos motivos que levaram Fausto e Dean a perderem suas almas no inferno.

 

BIBLIOGRAFIA

BAKHTIN, Mikhail M. A cultura popular na Idade Média e no Renascimento: o contexto de François

Rabelais. São Paulo: Hucitec, 1999.

_________. Estética da criação verbal. Trad. Maria Ermantina Galvão. 3. ed. São Paulo:

Martins Fontes, 2003.

_________. (V. N. Volochínov. Marxismo e filosofia de linguagem. Trad. Michel Lahud e

Yara Frateschi Vieira. São Paulo: Hucitec, 2004.

CAMPUS, Haroldo de. Deus e o Diabo no Fausto de Goethe. São Paulo: Editora Perspectiva.

FARACO, Carlos Alberto. “Bakhtin: a invasão silenciosa e a má leitura”. In: _________ et al. Uma introdução a Bakhtin. Curitiba: Hatier, 1988.

 

FÁVERO, Leonor Lopes. “Paródia e dialogismo”. In: BARROS, Diana Luz Pessoa de; FIORIN, José Luiz (Orgs). Dialogismo, polifonia, intertextualidade: Em torno de Bakhtin. São Paulo:Edusp, 1994. (Coleção Ensaios de Cultura)

KLAUS, Izabel Cristina Zanchi. Do dialogismo pensado por Bakhtin. Disponível em às 19:11

ORLANDI, Eni Puccinelli. Análise de Discurso: princípios e procedimentos. Campinas: Pontes. 1999.

NOGUEIRA, Carlos Roberto F. Diabo no Imaginário Cristão. São Paulo: Edusc. 2000.

RODRIGUES, Selma Calasanis. Editora AÁtica, série princípios, são Paulo.

STAM, Robert. Bakhtin: da teoria literária à cultura de massa. São Paulo: Ática, 1992.

 

TEZZA, Cristovão. “Discurso poético e discurso romanesco na teoria de Bakhtin”.In:FARACOet al. Uma introdução a Bakhtin. Curitiba: Hatier, 1988.

Comentários   

#5 Tiago Silva » 04-08-2012 05:02

Ótimo artigo,sou fã de sobrenatural e esse artigo me esclareceu algumas ideias! :-*
0 +−

Tiago Silva

#4 Thasyel Fall » 16-05-2012 02:01

Eu adorei o artigo, discordo em algumas partes (sobre os motivos dos personagens*), mas eu sempre adoro quando é mostrada a base de onde algumas histórias são tiradas... a serie sobrenatural é cheia de varias referencias a outras histórias... acho barbaro... :lol: :lol:

* Eu não concordo sobre o Dean, sim, ele fez por egoismo porque ele não queria perder o irmão, mas tb pq eles se amam muito (muito mesmo, acho que é a principal razão de briga entre eles, não sei que desfecho vai ter entre os dois, mas pelo curso que ia os dois eram como almas gemeas, algo do tipo, e sempre entre a cruz e a espada, e mais referencias, Caim e Abel né, as segundas almas gemeas se levarmos a criação pela base biblica, que se amavam, se odiavam, se invejavam, situação tensa).... como vc mesma disse, o amor tem um pouco de egoismo, as vezes muito... fausto se deixou levar e afundou na escuridão pelo que sei (acho) Dean sempre tem o Sam pra puxar ele de volta, e visse versa... lembro do anjo (gabriel) falando pra eles que isso não iria levar eles a nada... mas acho que Gabi estava com inveja.... kkkkkkkkkkkkkkk k...

Realmente adorei o artigo... ;)
0 +−

Thasyel Fall

#3 Elsen Filho » 08-05-2012 15:05

Excelente artigo. Bastante técnico e esclarecedor. Apenas me entristeceu lembrar de supernatural, série que abandonei após a quinta temporada. :cry:
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Elsen Filho

#2 Tânia Souza » 05-05-2012 22:55

Ótimo artigo, e muito bacana a análise de duas linguagens diferenciadas, mas com pontos tão fortes em comum. Eu não sabia dessa questão dos símbolos que foram retomados na série, muito bom. Também gostei bastante da abordagem destacando que o novo sempre vai despertar alguma referência que está lá, quietinha nas gavetas da memória, as vezes esquecida, mas pronta para ser retomada e crescer sempre mais.

Estava lendo aqui e me lembrei de um dos meus primeiros dias na universidade, quando "descobri", que se um dia existiu um único discurso original, foi o de Adão, desde então, seriam sempre referências, intertextos e intertramas... me apaixonei imediatamente pela ideia da intertextualida de, pelo diálogo entre as artes e as re-invenções que oferecem. Este artigo me trouxe extamente isso, o fascínio dos diálogos entre as artes, além de apresentar alguns conceitos bem interessantes, esperamos ler outras produções de vocês por aqui.
+1 +−

Tânia Souza

#1 Lucas Maziero » 04-05-2012 14:16

Bem esclarecedor. Eu tinha cá comigo certas ideias sobre o assunto, mesmo sem conhecer o conceito de dialogismo. Agora minhas ideias estão mais centradas. Parabéns pelo artigo. :-)
0 +−

Lucas Maziero

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