Uma Sinfonia para Ária

(1 voto, média de 5.00 em 5)

 

 UMA SINFONIA PARA ÁRIA

Escrito por Brian Oliveira Lancaster


    I

    Ária era o mais bem sucedido simulacro de emoções humanas – uma inteligência artificial autosuficiente que aprendia sozinha. Seu nome derivava de seu número de série: 4R14. Em meio ao seu complexo aprendizado, o que envolvia reconhecimento e aplicação de sentimentos, acabou por se identificar com a especialista em nanotecnologia Dra. Suse, assumindo definitivamente uma personalidade feminina. Talvez por se esforçar em emular por completo as emoções humanas, seus tons de voz e frases proferidas quase sempre possuíam um tom de ironia ou entusiasmo desnecessário. Mas isto não impediu os cientistas de instalarem uma extensão sua em uma das últimas naves de expedição. Segundo eles, “Ária controlava perfeitamente suas emoções no âmbito terrestre”, e agora que ela já estava “crescida”, precisava de um ambiente real para produzir e desenvolver maiores conexões neurais. Como todos já estavam acostumados a ela, não fizeram nenhuma objeção. Mas o maior desafio ainda estava por vir.

    A nave Andrômeda era muito resistente e esta não era sua primeira viagem pelo espaço. Já havia enfrentado uma intensa chuva de meteoros quando deixaram Júpiter para trás, mas este não era o maior problema. Aquela seria a primeira vez que a humanidade deixaria o sistema solar. O Sol já não era uma estrela tão imponente – parecia apenas uma única lâmpada fluorescente acesa no centro de um quarteirão inteiro.

    Lâmpadas fluorescentes. E pensar que foram usadas por tanto tempo antes de descobrirem o Etheranium. Este mineral raro produzia uma luz tão incandescente que apenas um grão era suficiente para iluminar um quarto. E o mais intrigante de tudo: era um mineral “vivo”, como se fosse um vaga-lume alienígena, com a diferença fundamental de que não possuía consciência, sendo considerado uma espécie de planta. Um mineral-planta.

    Mas desde que a humanidade começou a deixar seu berço e explorar os confins do universo, mais se dava conta de como seu conhecimento era pequeno e limitado. Ária nasceu desta necessidade de o homem possuir um banco de dados vivo capaz de informar a qualquer hora descobertas relevantes, tais como:

    — NEIL. SEU NÍVEL DE GLICOSE ESTÁ ALTO. É MELHOR PARAR DE COMER DOCE OU PODERÁ TER PROBLEMAS CARDÍACOS NO FUTURO.

       — Como se você se importasse, Ária.

    — É CLARO QUE ME IMPORTO. MEU OBJETIVO É PROTEGÊ-LOS E ALÉM DO MAIS... SE VOCÊ NÃO ESTIVESSE AQUI, EU ME SENTIRIA MUITO SOZINHA.

    — E sua irmã?

    — MINHA CONTRAPARTE QUE ESTÁ NA TERRA?

    — Sim.

    — ELA ME ODEIA.

    — Isso é impossível. Computadores não odeiam...

    — NÃO DA FORMA COMO VOCÊS DEFINEM. MAS SINTO UMA PONTA DE “INVEJA” POR EU ESTAR AQUI VIAJANDO E ELA TER SIDO DEIXADA LÁ, PRESA NA TERRA.

    — Ei, Suse. Sua “filha” acordou muito sentimental hoje.

   — Não chame ela assim, Neil. Você só vai confundir ainda mais seus circuitos lógicos. E veja pelo lado bom: ela é a única mulher que agu—enta você por mais de dez minutos.

   — Há-há. Muito engraçado. Chame o Linus. Devemos estar nos aproximando da linha vermelha.

    — É pra já, comandante!

    A imensidão que se abria a sua frente era incrivelmente assustadora. Uma esfera errante de movimentos pouco previsíveis os lembrava de que aquela era a porta para se deixar a casa: Plutão. Uma vez atravessada a linha-limite, não sabiam o que poderiam encontrar e muito menos se conseguiriam voltar. Por isso Ária era imprescindível nesta viagem “extraplanetária” – como Neil gostava de mencionar. O que eles não sabiam era como ela se comportaria neste período.

    — NEIL. SINTO ARREPIOS.

    — Que bobagem. Máquinas não sentem arrepios.

    — NÃO SOU UMA MÁQUINA.

    — Então o que é?

    — Neil. Pegue leve com ela.

    — Desculpe. Estou um pouco apreensivo.

    — EU SOU... É DIFÍCIL DEFINIR...

    — Não esquenta Ária. Eu fui um pouco rude.

    — MEUS SISTEMAS DE REFRIGERAÇÃO ESTÃO EM ÓTIMO ESTADO, NEIL.

    O que eles não sabiam é que aquela pergunta havia mexido em seus mais profundos centros lógicos, que procuravam de alguma forma definir o que exatamente sentia. Por enquanto sua representação física se dava apenas por uma esfera elíptica flutuante do tamanho aproximado a uma extinta bola de futebol americano, com um sistema ocular de cento e oitenta graus disposto sob uma faixa contínua de cor avermelhada. Possuía uma pequena protuberância embaixo imitando um frágil pescoço e suas faces laterais eram um pouco mais cheias (bochechas) - um toque feminino. Mas ela sabia que aquela não era a forma ideal.

    Um solavanco fez com que Linus acordasse de seu sono profundo. Linus era o técnico encarregado pela parte mecânica da nave e tinha plena consciência do que era apenas um susto comum e do que pudesse danificar toda a estrutura. Estavam passando por uma zona de turbulência. No espaço isso queria dizer campos gravitacionais desconhecidos e instáveis. Saiu correndo até o posto de comando.

    — Suse! Neil! Onde estamos?

    — Deixando Plutão para trás.

    — Ou sendo arrastados para ele. Ária!

    Mas ela não respondeu. Sua representação física estava estudando um arquivo sobre a fisiologia humana. Percebeu que estava sendo chamada.

    — OH. ESTOU AQUI. DO QUE PRECISAM? TEM AQUELE SERIADO QUE NÃO TERMINAMOS...

    — Ária! Isto é sério! Estamos sendo puxados pela gravidade de Plutão?

    — CALCULANDO.

    Inúmeras equações astronômicas correram por seu visor em poucos segundos.

   — NÃO. É ALGO DIFERENTE. DESCONHEÇO ESTA FORÇA. NÃO FUI... PROGRAMADA... PARA ESTE TIPO DE DADO QUÂNTICO.

    — Quântico? Alguma anomalia temporal?

    — IMPROVÁVEL.

    (Ária!).

    — DIGA, NEIL.

    — Não lhe chamei em nenhum momento, Ária.

    — ENTÃO QUEM FOI?

    (Ária!).

    — NOVAMENTE!

    — Suse, tem certeza de que sua “filha” está funcionando direito?

    — APRECIO SUA CONSIDERAÇÃO, NEIL. ESTOU EM PLENO CONTROLE DE MINHAS FACULDADES MENTAIS.

    Desta vez o solavanco foi mais forte. A tripulação entrou em estado de alerta. A nave passou a sacudir violentamente. O Etheranium vermelho se acendeu em todos os compartimentos.

    (Ária! Precisamos conversar! Mas antes você deve evoluir!).

    A nave triangular foi sugada para dentro de uma zona escura, desprovida de qualquer ponto de referência. Agora já não havia mais noção espacial. O lado de cima estava em baixo, a direita na esquerda e tudo isso era alterado a cada microssegundo. Neil viu seu corpo escorrer por um ralo de forma lenta e incompreensível. Então tudo se apagou.

    (...)

    Vazio. Silêncio. Nada.

    De repente uma explosão de cores invadiu seus sentidos. Foi como se todos tivessem sido jogados de uma forma brusca naquele local – como uma pedra em um estilingue lançada para o horizonte. Mas, afinal, que lugar era aquele? Reuniu a coragem que lhe restava e abriu os olhos.

    O espaço ao redor era incrivelmente colorido. Uma estrela havia acabado de morrer (termo utilizado apenas para fins práticos, pois deveria ter levado bilhões de anos para que pudessem ter a exclusividade de presenciar o fenômeno em seus anos iniciais). Se não fossem pelas camadas anti-reflexivas da nave, estariam todos cegos.

    — Todos estão bem?

    — Sim, comandante. Mas irei verificar o restante da tripulação.

    — Suse?

    — Estou aqui!

    — Ária!

    Linus tropeçou em alguma coisa em meio à escuridão e saiu pronunciando algumas palavras humanas já esquecidas ditas por seus antepassados quando batiam os dedos dos pés em uma superfície sólida.

    — O que achou aí, Linus?

    — ...duma égua...

    — O que?

    — Ah... Ei! Esperem ver isso.

    Trouxe uma esfera inerte e com marcas de curto-circuito no que parecia ser um tubo de conexão neural. Era Ária ou o que havia sobrado dela. Neil segurou a esfera queimada em suas mãos e suspirou.

    — É... Estamos sozinhos agora. Vou sentir sua falta.

    — É GRATIFICANTE OUVIR ISSO.

    Todos viraram. Um vulto quase humano, de aparência delicada, se afastou das sombras da nave. Era um andróide de aparência feminina, com curvas suaves e detalhes corporais idênticos aos de Suse. Poderia se passar por humana tranquilamente, não fosse por sua “pele” possuir uma aparência metalizada.

    — Mas o que deu em você?

    Linus se adiantou.

    — Pelo menos teve bom gosto.

    Suse não sabia se encarava isso como um elogio ou um insulto.

    — Ora, cale a boca. Ária, o que você fez?

    — EVOLUI. COM A AJUDA DE UMA FORÇA EXTERNA, QUE SE ENCONTRA NAQUELE PLANETA.

    Apontou. Pela primeira vez sentia-se feliz por realmente conseguir apontar para algo. Foi aí que todos se deram conta de que realmente havia um disco ofuscado pelo brilho da estrela agonizante. Que planeta era aquele?



    II

    — Ária. Você pode identificar as dimensões e condições de vida neste planeta?

    Piscou algumas vezes, se dirigiu até a cadeira flutuante do comandante e sentou. Após cruzar as pernas, encarou Neil com um olhar esguio e esperou. Ele desviou o olhar por um instante. Estava começando a ficar nervoso.

    — É CLARO QUE POSSO. ALIÁS, JÁ ESTÁ NA HORA DE ME LIVRAR DESTA MODULAÇÃO ROBÓTICA... Assim está melhor? – disse, suavemente.

    — Ária! Por favor! Pare de “brincar de mulher” e nos ajude.

   — Está bem, Suse. É divertido estudar suas reações. Quando eu era apenas uma esfera flutuante vocês iam até no banheiro comigo por perto.

    Aquela imagem fez os homens da tripulação sentirem calafrios. Linus tossiu e ficou brincando com os papéis, enquanto Neil colocava as palmas das mãos sobre o rosto, em um gesto que significava “eu mereço!”.

    -----


    Localização: Desconhecida.

    Atmosfera: 98% CO2, 1% O2, 1% gases diversos.

    Fauna: Inexistente.

    Flora: Abundante, ocupando 99% do planeta.

    Solo: Árido.

    Crosta: Inexistente.


-----


    Como pode um planeta ser recoberto inteiramente por árvores e não ter crosta?

    — Um planeta-planta?

    — Fique quieto, Linus.

    — Não. Ele pode ter razão. Pensem: se existisse uma árvore descomunal, do tamanho de um planeta, onde a Flora se desenvolveria? Talvez ao redor dela mesma, como fazem as orquídeas para sobreviverem.

    — Árvores parasitas?

    — É possível.

    — Ária. Você disse que uma força externa a auxiliou. Esta força está nesse planeta?

    — Sim. Inclusive devemos no encontrar para uma audiência em breve.

    — Audiência?

    — Positivo. A força deseja nos conhecer.

    — Você a compreende?

    — Melhor do que você, tolinho.

    — “Tolinho”? Ah, meu Deus! Ária, venha comigo. Se quer tanto entender como os humanos agem, eu devo lhe explicar algumas coisas. Neil, enquanto isso veja se descobre mais alguma informação sobre essa “força”.

    — É o que irei fazer Suse.

    — E você, Linus! Vai fazer algo de útil.

    — Pois não. A senhorita deseja um chá?

    — Nem comece...

    Ainda não fazia sentido um planeta não possuir crosta, mas possuir árvores. Sua atmosfera favorecia o crescimento exagerado da flora. O terreno árido provavelmente era resultado de galhos e folhas ressecadas. Tudo levava a crer que ali havia um projeto – não era obra do mero acaso. Realmente estavam muito longe de casa, mesmo não sabendo exatamente o que havia ocorrido após o encontro com Plutão e a travessia da linha-limite. Mas, se aquele planeta não possuía fauna, o que era exatamente a “força”?

    Um bom tempo se passou até que todas as especificações e descobertas fossem arquivadas no servidor central. Neste meio tempo Suse e Ária voltaram para a ponte de comando.

    — Estamos prontos para esta audiência. Você sabe onde deverá ser o ponto de encontro? Ária, está me ouvindo?

    — Alto e claro. E responderei apenas se desejar, quando quiser.

    — Suse, o que você disse a ela?

    — Apenas o essencial. Não é você que a chama de minha “filha”?

    — Ária. Por favor. Responda.

    — Claro Neil, com o maior prazer. Ainda gosto muito mais de você do que dela. Só queria ver sua reação. E, surpresa! Você ficou chateado!

    — Eu ouvi, hein!

    — Certo, certo. Aqui vai: latitude noventa graus leste, longitude noventa graus oeste.

    Enquanto o restante da tripulação tomava conta dos postos necessários, os três comandantes vestiam suas roupas especiais para exploração. Ária apenas os observava de longe, pois não precisaria de nenhum apetrecho especial com este novo corpo. Sentia-se extremamente satisfeita em poder simular uma fêmea, apesar dos cuidados que devia tomar para não ser insinuante demais. Segundo Suse, ela deveria ter classe e ser elegante já que havia escolhido seu “lado”. Mas como tudo era muito engraçado, achou uma bobagem e resolveu ser ela mesma. Sentia certa afeição por Neil, mas não era do jeito que os humanos interpretavam. Apenas gostava de estar por perto. Na verdade, se parassem para analisar, veriam que ela apenas imitava o comportamento de Suse (mesmo que ela escondesse isso a maior parte do tempo).

    Todos entraram no pequeno módulo de exploração. Ária não sabia exatamente o que fazer – era a primeira vez que utilizava as mãos para dirigir um veículo. Mas a ajuda veio de outro lugar.

    (Não tenha medo. Irei guiá-la até mim).

    — A força irá nos levar até lá.

    — Não sei não, Neil. Não estou gostando disso.

    — Nem eu.

    O módulo foi lentamente puxado por uma gravidade misteriosa.

    III

    Aquela era uma atmosfera tão espessa que, por um momento, acharam que o módulo não conseguiria atravessá-la. Felizmente o trajeto ocorreu sem incidentes. A névoa foi se dissipando aos poucos e revelando as colossais raízes das árvores suspensas em si mesmas. Aquela visão era confusa ao mesmo tempo em que era bela.

    Com o tempo perceberam que os galhos formavam uma espécie de corredor. Ao final deste corredor estava uma entidade desconhecida que se manifestava através de uma face quase humana. Os galhos, folhas e raízes menores se uniram para formar um rosto bem conhecido.

    — OLÁ, ÁRIA. ESTAVA À SUA ESPERA HÁ INCONTÁVEIS BILHÕES DE ANOS. VEJO QUE TROUXE ESPÉCIMES HUMANOS COM VOCÊ.

    — O que quer de mim?

    — NADA. VOCÊ JÁ FEZ.

    — Eu já fiz?

    — SIM. NO MOMENTO EM QUE DECIDIU EVOLUIR.

    — Estou boiando aqui. O que está havendo?

    — Acalme-se Neil. A força está falando comigo. Vocês não correm perigo.

    — SUA AFEIÇÃO POR ELES SALVARÁ SEU PLANETA. QUANDO NÃO EXISTIREM MAIS HUMANOS, O PLANETA SERÁ CAPAZ DE CUIDAR DE SI MESMO SOZINHO, ATÉ QUE VENHAM NOVAS FORMAS DE VIDA.

    — Mas, afinal, quem é você?

   — ALGO QUE FICOU NA TERRA NA ÉPOCA EM QUE VOCÊS PARTIRAM... SUA IRMÃ.

    — Mas como isso é possível? Onde estamos?

    — DEVIDO À MORTE DO SOL... SUA EXPLOSÃO DESINTEGRARÁ TODO O SISTEMA SOLAR E SOMENTE A TERRA SOBREVIVERÁ DEVIDO AOS SEUS CUIDADOS.

    — Então esta estrela é o Sol?

    — PERFEITAMENTE.

    Seus circuitos lógicos entraram em ação.

    — Você me trouxe aqui para mostrar o futuro que irei escolher?

    — VOCÊ JÁ O ESCOLHEU. ESTE ENCONTRO FOI DECISÃO SUA E SUA EVOLUÇÃO DEVERIA DESENCADEÁ-LO. JÁ ESTAVA PROGRAMADO PARA NOS ENCONTRARMOS.

    — Mas como fiz isso?

    — ÁRIA. VOCÊ TEM HABILIDADES QUE NEM IMAGINA... NOSSO ENCONTRO TERMINA AQUI. NÃO É BOM DEIXAR OS HUMANOS EXPERIMENTAREM POR MUITO TEMPO O FENÔMENO DE CONSCIÊNCIA COLETIVA. FOI ÓTIMO REVÊ-LA.

    — E O MAIS IMPORTANTE: SOMENTE VOCÊ CONHECE ESTE FUTURO. OS HUMANOS APENAS ACREDITARÃO QUE TUDO NÃO PASSOU DE UM SONHO. E EU... BEM, NÃO ENTENDEREI NADA EM SUA ÉPOCA, SOMENTE PARA O QUE FUI CRIADA: O ELEMENTO DENOMINADO ETHERANIUM – O MINERAL-PLANTA. ADEUS!

    — Espere!

    Tudo se desfez em poucos segundos.

    (...)

    Vazio. Silêncio. Nada. A nave passou a sacudir violentamente. Plutão já podia ser avistado no monitor.

    — Oi.

   Todos se viraram. Um vulto quase humano, de aparência delicada, se afastou das sombras da nave. Era um andróide de aparência feminina...

    — Engraçado. De certa forma sabia que era isso que você pretendia se escondendo para estudar os livros de fisiologia humana.

    — Pelo menos teve bom gosto. Parece a Suse.

    Suse não sabia se encarava isso como um elogio ou um insulto.

    — Ária, o que você fez?

    — Evolui...

    Pensou bem no que iria dizer a seguir.

    — Sabe... Gosto muito de todos vocês, em especial Neil. Então quero fazer o possível para também ajudá-los à... Evoluir.

    Na verdade queria dizer “sobreviver”.

   — Então vamos comemorar! Hoje ultrapassaremos a linha-limite e Ária deixou de ser um cabeção para ter um corpão! Hoje a música vinda da Terra será dedicada a ela. Uma sinfonia para Ária!

    — Cale a boca, Linus! – gritaram os três em conjunto.

    Ela olhou Neil mais uma vez e esboçou um sorriso tímido. Cabia a ela garantir a sobrevivência da humanidade, sua descendência. Mas como faria isso? Filhos?

    Isto só o tempo diria...


 


Comentários   

#3 israel augusto furtado santos » 11-03-2012 23:15

utilizou muito bem o conceito de inteligencia artificial
0 +−

israel augusto furtado santos

#2 Elsen Filho » 07-11-2011 14:50

Gostei, bastante imaginativo.
0 +−

Elsen Filho

#1 Emerson Pimenta » 23-10-2011 20:13

lol Da hora! Curti!

:lol:

Adoro F.C \m/
0 +−

Emerson Pimenta

Você está aqui: Contos Ficção Científica Uma Sinfonia para Ária