A Civilização Titânica

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 Começou a se despedir de seus fiéis amigos. Haviam muitos, ele era muito benquisto na colônia! Não sentia tristeza. Todos sabiam que uma hora ou outra isto precisava acontecer. A semente protegida e alimentada durante toda a sua vida, sua continuação... precisava germinar! Não fazia sentido algum botar aquilo tudo a perder. Era hora de partir! Mas, seguindo o ritual que existia desde sempre (nem mesmo os mais antigos se lembravam de alguma vez ele não ter existido), ele se despedia.

Como ele sabia que era a hora certa? Pergunta difícil... Ele simplesmente sabia! Para muitos amigos antigos, que já se foram, ele fez a mesma pergunta: "Como você sabe que é agora?". E a resposta era sempre igual: "Eu sei. Não posso explicar, mas quando for a TUA hora, você também vai saber!" E partiam para não mais retornar. Agora ele fazia o mesmo. Como ele sabia que era a hora? Ah, charada do destino! Ele simplesmente sabia! E, sem saber explicar, repetia a mesma ladainha aos amigos mais jovens dos quais se despedia: "Eu sei. Não posso explicar, mas quando for a TUA hora, você também vai saber!"

A morte era rara entre eles. Nem mesmo a temiam. Na verdade, ninguém tinha mesmo uma ideia clara do que ela era, por falta de experiência. Acidentes? Aconteciam, sem dúvida! Uns quatro ou cinco em gerações incontáveis. Devido à raridade, os relatos de indivíduos encontrados inertes, congelados, despedaçados, transpassados, o que fosse, eram repetidos e repassados de geração em geração! E quem conta um conto, aumenta um ponto. O fato originalmente verídico de alguém encontrado sem vida ganhava tais proporções em poucas gerações que se tornavam difíceis de acreditar. O que fazia também difícil de acreditar que aconteciam, que alguns indivíduos de fato morriam. Nem possuíam uma palavra adequada em suas comunicações que descrevia tal conceito.

Ninguém mais nascia ou morria, mas "se iam" e "surgiam". Sempre desciam novas crianças ao longo do curso dos rios, e se apresentavam totalmente inocentes naquele mar, acolhidos por alguma das várias colônias. E também sempre haviam sujeitos partindo, como agora ele fazia.

As pessoas que partiam não mais voltavam. Ninguém sabia explicar isso. Ninguém nem tentava explicar. Era parte da cultura: todos reconheciam suas próprias horas, se despediam... e se afastavam! Para que direção? Ele próprio não sabia por que, mas seguia uma bem definida. Se concentrou tentando descobrir o que o dirigia. Ah lógico! Era a correnteza! Os apêndices em torno de seu aparato bucal circular lhe mostrava claramente qual a direção CONTRA a correnteza, que era para onde ele deveria se dirigir. Sair da calmaria daquele mar circular e encontrar a foz de um dos vários rios que nele desembocavam...

Cruzou no caminho com inúmeras crianças, incrivelmente pequenas comparadas ao seu organismo maduro. Tentava saudar cada uma delas, "Bem-vindo, pequenino!", mesmo sabendo que nenhuma ainda havia desenvolvido alguma forma de linguagem. Elas desciam os rios por ser sua única opção: pequenas e fracas demais, tudo o que elas podiam fazer era se soltarem e seguirem a direção natural das correntezas, que convergiam para o centro daquele mar onde várias colônias se formavam em torno das incontáveis fontes criotermais ao fundo.

Ele não! De musculatura invejável, propagava movimentos peristálticos pelas três caudas ejetando líquido exterior, o que o impulsionava para a frente, contra a correnteza que aumentava cada vez mais. Seguia um princípio simples de ação e reação que todos conheciam instintivamente. Exaustivo? Com certeza! Mas ele esta bem alimentado dos líquens extremófilos que comera antes da jornada! Sabia, inconscientemente, que precisaria desta energia extra.

O ovo crescera dentro do gânglio principal de seu sistema nervoso, distribuído ao longo de seu corpo esguio. Pressionava este órgão central, que muitos sábios acreditavam ser o centro do pensamento racional de sua espécie. E eis aí o relógio! Era esta pressão que lhe avisara enfim que estava na hora, que o fizera iniciar aquela jornada. Última? Não se lembrava de ninguém ter voltado dela depois do ritual de despedida, então, como ser inteligente que era, acabou concluindo: sim, deveria ser a última mesmo! Medo? Ele tinha medo dos dodecápodes das profundezas! Temia as macrocélulas fagocitantes, tão transparentes que só se costumava vê-las quando era tarde demais! Mesmo assim, medos irracionais. Nenhum dodecápode de fato atacara algum conhecido seu durante sua vida. Era mais a geometria de 12 raios que os repugnava, fobia sabiamente implantada em seus inconscientes pela seleção natural para que fugissem quando ainda havia muito tempo para isso. Macrocélulas fagocitantes? Transparentes? Como alguém podia afirmar ter visto algo transparente? Isto estava mais no reino da imaginação mesmo, uma espécie de "bicho papão" da espécie, história para assustar as crianças...

Reconheceu logo ter chegado à foz de um dos inúmeros rios pela mudança de viscosidade do ambiente ao redor. Alcanos, alcenos, butanos, propanos, pentanos, hexanos, heptanos... compostos complexos que se acumulavam a éons incontáveis naquele mar se tornavam mais raros, diluídos, à medida em que se aproximava do canal de fluido corrente. Estranho? Sim, bastante! Mas, ao mesmo tempo, a mudança de viscosidade que sentia ao entrar por aquele rio o fazia se sentir mais livre! Maior liberdade de movimentos, menor resistência hidrodinâmica! Poderia chegar mais rápido até... para onde mesmo ele estava se dirigindo? Sem poder responder, uma certeza interior o tranquilizava: "Vou saber quando chegar a hora!"

A gigantesca figura vermiforme avançava pelo rio de metano e etano líquidos. Gigantesca? Ah, palavras deste tipo precisam ser usadas com cuidado, pois são dependentes demais do referencial. Do ponto de vista da espécie, eles sempre tiveram o tamanho que deveriam ter. Não conheciam outro. Perante suas crianças? Talvez sim. Mas mesmo assim, era incorreto. Gigantesco aqui não tinha o sentido de exceção, mas de regra! Os adultos SEMPRE eram gigantescos comparados às crianças! Sempre foi assim! Motivo algum para estranhamento...

Consciente da magnetosfera do enorme corpo gasoso em torno do qual girava seu mundo laranja, ele percebeu a tortuosidade do rio caudaloso que seguia por perceber a variação aleatória da corrente do rio em relação aos campos magnéticos de seu "SOL". Sol entre aspas, lógico: muitos sábios da colônia argumentavam que ele só era centro do sistema local pela proximidade, mas que ele próprio, em torno do qual girava seu mundo, na verdade também deveria descrever uma órbita ao redor daquele corpo brilhante, apesar de pequeno, que regularmente aparecia no céu. Explicavam que seu tamanho aparente diminuto se devia à sua enorme distância, mas que ainda assim sua massa deveria ser tão descomunal a ponto de ser, de fato, o centro do sistema. Eles giravam, ainda que indiretamente, ao redor deste "verdadeiro sol". Tais ideias invadiam sua mente à medida em que ele sentia estar chegando ao seu destino final. Como ele sabia disto? Ah, de novo a velha pergunta...

Como os astrônomos sabiam da existência deste sol distante? Bem, certamente eles nadavam até a superfície do mar de metano, e expunham seus receptores óticos sobre a superfície apesar do risco. Eles conheciam muito bem, sabia que isto poderia cegar completamente, mas... PRECISAVAM SABER! Alguns desenvolveram capas, outros cúpulas completas dentro das quais poderiam tentar se elevar sobre a superfície de seu mar com certa segurança, ver o que existia "lá fora". Mas não conseguiram nada muito mais espetacular do que este pequeno mas brilhante ponto e um disco pálido que às vezes surgia no céu, rodeado de um anel intrigante. Chegaram à conclusão que tal anel na verdade deveria ser formado de aglomerados das pequenas partículas de areia, a mesma areia de água e dióxido de carbono que circundava seu mar e formavam as margens de seus rios. Mas que vistas de longe pareciam compactas, pareciam formar um disco sólido. Uma ilusão de ótica. Difícil concluir algo sendo capaz de enxergar a olho nu apenas uma parte limitada do espectro luminoso, que ainda que abrangesse o infravermelho, decaía rápido nas frequências entre o vermelho e o amarelo. Eram quase cegos para o "laranja" cor predominante de seu "planeta-lua", e que era pano de fundo de seu céu, que só podiam observar por poucos segundos a olhos nus. Todos os sete olhos abaixo dos apêndices encefálicos, rodeando a boca central. Nenhum resistiria muito tempo à luz natural do sol distante. Evoluíram para captar aquele infravermelho fraco que com dificuldade se propagava entre as moléculas de metano líquido de seu mar, a 180 graus negativos.

"É aqui! Eu SEI!", e parando de nadar contra a correnteza, passou a se dirigir de forma suicida em direção à margem. Ele sabia do risco! Sabia que não deveria tentar pular para fora do metano liquefeito! Mas aquilo era uma ordem, vinda ele não sabia de onde! "Calma!", tentou ser racional. "Será que é isto mesmo que devo fazer?" Se ergueu devagar sobre a superfície do rio de metano. Olhou em volta. Era dia, ou seja, brilhante demais! Nunca fôra exporto a tanta radiação solar no fundo de seu mar, vivendo em sua colônia de manifestações móveis! As margens do rio eram duas faixas que se estendiam numa direção e na contrária. Paralelas à correnteza. Deveria existir uma lógica nisto. Alguém a estudaria algum dia?

Contra a corrente, ele estava mais próximo da margem direita. Exausto da jornada, se decidiu por esta, o caminho mais fácil. Ah, quando aquilo acabaria? E como? A estranha neblina de materiais orgânicos complexos se dissipava à medida em que ele se aproximava da margem. Tentava compensar o arrasto, sabia que a correnteza o faria atingir um ponto distante do pretendido se tentasse seguir reto. Mas ele sabia instintivamente compensar isto, avançando para a margem num ângulo não perpendicular, que compensava o arrasto. Como ele sabia calcular tais coisas sem ter consciência delas? Será que o DNA era capaz de codificar correções derivativas tão complexas a este ponto em seus genes? Aparentemente sim!

Ele avançou resoluto levando seu ovo que crescia dentro do cérebro principal. Ovo único! Par de alelos completo, definidos em sua concepção. Onde? Ele não sabia, mas foi em um rio parecido com aquele, com dois óvulos, cada um com um DNA parcial, procurando outro com o qual se recombinar ao acaso. Ah, o acaso! Fator importante! Todo este mecanismo complexo existindo para que ele acontecesse!

Altas e sólidas estruturas cresciam ao longo da margem. Isto ele percebeu ao saltar rápido da superfície do rio de metano. Basicamente imóveis, sésseis, enraizadas no chão da margem daquele rio. Vivas, apesar da imobilidade? Isto parecia claro! Ele não sabia como explicar esta sensação de vida, mas a sentia! As sentia como sua origem! Seus pais, ancestrais de mesma espécie que haviam crescido com morfologia diferente, mais adequada ao seu ambiente seco. Relutava ainda em pular para a margem. O medo do desconhecido o dominava!

"Não tenha medo! Pule!" Ele não sabia de onde vinha este encorajamento. Na verdade era hormonal, substâncias que os seres sésseis que cresciam nas margens emanavam pelas raízes em contato com o rio, mas que para ele era tão irresistível quanto uma ordem verbal! "Esta é a conclusão, o objetivo de sua vida! Aquilo pelo qual você continuou existindo até agora!"

Pulou do rio de metano para a margem formada por espessa areia de gelo de água e dióxido de carbono, um pouco molhada por compostos orgânicos complexos de um temporal recente. Estava quente! Viscoso e quente! Ele não estava acostumado com aquela temperatura infernal de -168 graus Celsius, bem diferente dos -180 graus aos quais ele estava acostumado a vida INTEIRA. Se arrependeu! Queria voltar para o rio de metano, mas já não podia!

"Vai ser rápido, criança!", o encorajava uma voz vinda ele não sabia de onde. "Será menos doloroso se você não resistir!"

A luz do distante sol central queimava sua pele, exposta à atmosfera de 95% de nitrogênio e 5% de metano. "Teria sido melhor eu ter chegado aqui durante à noite?", ele pensou, pensamento logo respondido: "Pequeno, isto só lhe prolongaria a agonia! Você chegou na melhor hora!"

A ideia lhe era estranha. Estrebuchando, secando naquele infernal calor de -168 graus sobre a estranha criatura séssil gigantesca, ele perguntou: "Estou morrendo? Então é assim a morte?"

"Você carrega uma joia dentro de si, criança! É esta jóia, dentro de seu cérebro principal, que te levou até aqui!"

Ele morria. O calor fazia evaporar o metano de seu corpo.

"Dorme, dorme, meu bebezinho..." Terminações nervosas ao longo do tronco rígido daquela criatura séssil plantada às margens do rio tentavam amenizar a dor da morte de um representante de sua espécie, no final de sua manifestação móvel. Ressecado, os impulsos chegavam cada vez mais diretos aos seus gânglios cerebrais. "Se imagine pequeno... inocente... Livre!!!" Era difícil de se explicar, mas enquanto morria, ele transmitia à criatura séssil escolhida toda sua informação de vida! Lembranças, medos, conquistas, sonhos... Tudo! Coisa alguma seria perdida com sua morte iminente. Ao contrário! Ele era matéria! Matéria orgânica! Alimento! Adubo para a semente que criara e preservara durante toda a vida! Que cresceria com seus genes recombinados! Uma nova variação genética que lá estava por ser vitoriosa, e por isto mesmo precisava se propagar! A Evolução das Espécies se repetindo, seguindo o programa que sempre repetia em todas as partes do universo!!

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A informação se propagou por aquela rede de seres sésseis. Telepatia? Bom, mais ou menos. Cada uma daquelas criaturas imóveis era individual. A informação mental se propagava entre elas sim, mas não por meios imateriais. Não era, necessariamente, a "telepatia" como estamos acostumados a descrevê-la. Os seres criavam longas raízes no solo, e estas raízes acabavam se interceptando. E nestas raízes existiam terminações nervosas, que se comunicavam umas com as outras. Fora uma certa resistência existente entre as sinapses subterrâneas conectando os indivíduos, era inevitável que ao longo das eras de evolução eles acabariam desenvolvendo um "super-cérebro coletivo" no qual seria quase impossível separar personalidades individuais. Não era o caso atual, e se poderia seguramente comparar a atual rede neural, muito eficiente, a uma espécie de "grande rede telepática".

"Era um representante móvel de minha primeira semeadura?"

"Com certeza, amigo! Seu carimbo mental nele era inquestionável! Sua ousadia, sua curiosidade... Era sim de sua primeira semeadura, não tenho dúvida alguma!"

A informação se propagava rápido ao longo da margem direita do rio de metano. Direita ou esquerda? Ah, tudo é relativo! Contra ou a favor da correnteza? Nascimento ou morte?

"Depois de quatro semeaduras! Genes parciais em óvulos, com metade dos alelos, espalhados aos milhares pelo rio! Ao acaso. Esperando uma improvável recombinação, dentro do meio fluido e turbulento, com outro óvulo compatível, improvável, portador de outras variações genéticas em sua hélice do par de alelos... E descobrir, depois de todo este tempo, que um deles deu certo, e voltou para semear de novo a margem com um ovo-semente completo! Um novo ser, inteiro, progenitor, que vai gerar novos óvulos com combinações de genes ao acaso depois de brotar e amadurecer! Ah, que sensação incrível!"

"Você já sabe o que deve fazer, não é?"

"Depois de quatro semeadura? Ah, meu amigo! Minha missão aqui se acabou... Faço isto com satisfação!"

O ser séssil, bastante velho, começou a se auto-consumir na base que o ligava ao solo, a desprender seu forte tronco orgânico das raízes que o seguravam ao longo da margem do rio. Medo de morrer?? Ah, que sentimento humano mais absurdo, mais difícil de ser compreendido... Medo por quê? Vocês não sabem que são finitos? Que não são eternos? Que podem tentar atrasar, ganhar mais algumas décadas, séculos mesmo milênios de vida... mas que uma hora precisam acabar? Ah, como seriam mais felizes se não se apegassem tanto a esta obsessão por imortalidade...

A criatura se desprendeu totalmente de suas raízes, com as bases auto-consumidas, e começou a cair no rio de metano de Titã. Como ela sabia que era sua hora? Difícil explicar... Ela simplesmente sabia! Crescendo com o alimento trazido pelos vários seres móveis pulando em sua margem, adubando o solo com compostos orgânicos elaborados no interior do mar de metano, era sua hora de contribuir: oferecer seu corpo ao rio, que decomposto devolveria ao mar, onde habitavam as colônias de gerações móveis de sua espécie, os compostos orgânicos complexos dos quais dependiam. Especialmente agora, para as crianças novas que surgiam e eram levadas pela correnteza até o centro daquele mar, onde alguma colônia as adotaria e lhes ensinariam a cultura. Cultura essa que elas devolveriam aos seres sésseis no momento em que voltassem para plantar sua semente completa, fecundada...

 

 

*** FIM ***

Comentários   

#5 David Machado » 09-03-2013 23:54

para quem quiser acompanhar, tentei colocar tal vida alienígena mais próxima em tempo e espaço da gente! :-)

recantodasletras.com.br/.../...

já está na parte nove, e muita coisa ainda vai "rolar", hehehehe

espero que se divirtam!
−1 +−

David Machado

#4 Brian O. Lancaster » 02-03-2013 03:09

Agradável surpresa ver um companheiro do RL por aqui. Gostei muito. Nota-se que você tem muito cuidado com as descrições e "montagem de cenários". A imersão foi instantânea. Percebi que você também tem uma queda por FC. É isso aí, desejo sucesso neste caminho tão "tortuoso" na comunidade brasileira.
−1 +−

Brian O. Lancaster

#3 David Machado » 28-02-2013 17:01

Agradeço os comentários. Fico triste por não poder atualmente escrever tanto quanto queria ou dar continuidade a algumas sequências que ainda deixei incompletas por absoluta falta de tempo mesmo, mas felizmente minhas férias estão chegando aí para isso.

Flávio, eu mesmo tentei fazer uma ilustração para o conto, mas precisei reconhecer que não sou tão bom assim em pintura... Meu desenho ficou uma representação perfeita de uma... mancha na parede! :D
−1 +−

David Machado

#2 Flávio de Souza » 28-02-2013 00:25

Também gostei bastante do texto. A descrição do modo de vida alienígena é perfeita. Só fiquei meio frustrado por não ter conseguido achar uma imagem que ficasse a altura do cenário narrado no seu conto. Parabéns!
+1 +−

Flávio de Souza

#1 Luciano Silva Vieira » 28-02-2013 00:17

Caro amigo, sei não, mas acho que este é um dos seus melhores contos. Sinto muito, mas no início até achei que estivesse falando sobre salmões, mas a medida que lia percebi como penso pequeno! Você descreveu uma civilização totalmente diferente da nossa e de forma bem crível, como tudo o que escreve aliás. Parabéns David, novamente um texto muito bem escrito e uma aula de ciências. Ficção científica da melhor qualidade.
+1 +−

Luciano Silva Vieira

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