Contos

Resenha de Conto: The Golden Basilica – Reggie Oliver

Elusivo livro- “The Golden Basilica” - chama a atenção de um ator durante um teste com um obsessivo proprietário de teatro. Ao aceitar um estranho convite para visitá-lo, chama-lhe a atenção sua soturna mansão assim como o mistério do livro escrito pelo filho a quem enfatua constantemente. Crítica:Soturno estudo Machadeano sobre egolatria e obsessão? Exercício oblíquo e fantasmagórico em estranheza antiquariana?

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Resenha de conto: A Night in Malnéant

(3 votos, média de 5.00 em 5)

Nesta belíssima fábula sobre morte e culpa, Malnéant é menos a representação física de uma cidade, mas um eco e reflexo da geografia mental e emocional do protagonista: ruas estreitas e tortuosas que se alongam sem direção; badalos funéreos como agentes catalizadores - e intensificadores – de culpa, remorso e melancolia; moradores soturnos que parecem compartilhar a dor do protagonista; névoas inquietas em constante ofuscação de fachadas e arquiteturas.

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Resenha de Conto: Master Zacharius - Júlio Verne (1874)

(1 voto, média de 5.00 em 5)

Sim, difícil acreditar que, dez anos antes de sua estréia 'oficial', o mesmo Verne de clássicos absolutos da aventura e ficção científica, seria capaz de escrever uma obra de intenso horror metafísico assombrada pelo fatalismo, insanidade e temor existencial. Renomado e orgulhoso relojoeiro genovense se vê à beira da insanidade quando seus delicados relógios artesanais, admirados em toda Europa, começam - quase que simultaneamente - a parar sem motivo aparente.

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Resenha de conto: Enterro Prematuro

(1 voto, média de 5.00 em 5)

Não é novidade para o leitor assíduo e o connoisseur que o Poe - assim como Maupassant, Grabinsky, Michaux etc. - escrevia sobre ele mesmo: medos, ansiedades, traumas e obsessões são uma pequena fração dos temas e repertório tipicamente poeanos. Porém, enquanto sua personalidade idiossincrática o impulsionava a escrever o que lhe desse na telha, ocasionalmente ele tentava...

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Os Contos "Góticos Sulistas" de Eudora Welty

(1 voto, média de 5.00 em 5)

Em seus soberbos contos encontramos os mesmos fanáticos religiosos, inválidos, suicidas, maltrapilhos, intolerantes, esquecidos, vagabundos, loucos, alcoólatras, pervertidos, corruptos, solitários e outros tipos tão emblemáticos e importantes para a identidade e estilo sulista, mas é em seu modo de expressão e riqueza estilística que ela difere radicalmente de seus contemporâneos.

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Resenha: Véra – Villiers de L’Iisle-Adam

(2 votos, média de 5.00 em 5)

O amor é mais forte que a morte... Pela força destas palavras, o leitor é arremessado para o universo de tristeza, dor e profunda melancolia desta clássica fantasia onírico-decadente. A morta amada que retorna da tumba é um dos temas clássicos do simbolismo e...

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Resenha: O Horla

(4 votos, média de 5.00 em 5)

horla_mini01O Horla é um conto de loucura e paranóia como nenhum outro. Parte do seu apelo se deve ao fato de ter sido escrito no fim da carreira quando, acometido pela sífilis, o autor parecia injetar em seus relatos, talvez involuntariamente, uma genuína atmosfera de angústia, demência e obsessão (suas cartas escritas na mesma época nos fazem crer que seus últimos contos são [quase] “ficcionalizações” de estados d’alma e aberrações do espírito.)

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