Resenha/filme: Splice - A nova Espécie

(3 votos, média de 5.00 em 5)

 

Há quanto tempo uma obra de ficção cientifica tão boa, basicamente voltada para o terror, não surgia no mundo do cinema. ‘Splice – A nova espécie’ vem, aos moldes de ‘A Experiência’, fazer um terror cientifico diferente. Sem grandes mortes, jorros de sangue, ou mutilações, a obra de Vicenzo Natali, diretor sem muitos grandes feitos, explora a pior maneira de nos confrontarmos com o medo. Algo que pode ser visto tão bem em obras como “O bebê de Rosemary’, o terror psicológico.

A história é sobre um casal de cientistas especialistas em engenharia genética, Elsa (Interpretada pela bela e talentosíssima Sarah Polley) e Clive ( Por Adrien Brody, conhecido dentre outros pelo seu papel no premiado ‘ O Pianista’). O casal então, ignorando a todas os embates éticos e jurídicos, resolvem cruzar o DNA humano com o animal. E assim surge a criatura, Dren ( Interpretada perfeitamente pela atriz francesa Delphine Chanéac, e acreditem, é linda).

No decorrer da película vemos o desenvolvimento da criatura que, ao mesmo tempo grotesca, vai ser tornando uma bela quimera. E é justamente aqui que o filme ganha seus melhores pontos. Tanto nos efeitos especiais, que são dignas de James Cameron (AVATAR, Titanic), quanto no relacionamento entre a criatura, seus ‘pais’ e nós telespectadores.

Splice traz angústia e aquela apreensão ao imaginarmos o que faríamos se fossemos nós ali. Se tivéssemos desafiado Deus e o mundo criando um híbrido, e sendo que dele pode vir a nossa própria ruína, mas ao mesmo tempo a amamos. E os personagens, tão bem criados e interpretados, também geram mais um embate de sentimentos. Ao mesmo tempo em que queremos que os cientistas se ferrem, pois foram eles mesmo quem procuraram aquilo, nós sentimos pena. Assim como a própria criatura, que nós faz pensar, “como eu gosto dessa coisinha horrorosamente bizarra”.

O filme que não recebeu as melhores criticas, mas pode entrar no hall dos injustiçados. Cumpre muito bem o que promete e esfrega na nossa cara aquela idéia de que os nossos problemas somos nós mesmos, que de alguma forma, criamos.  

Comentários   

#11 MARCOS MARKS » 03-01-2017 21:18

ÓTIMO FILME! BRINCAR DE DEUS E CRIAR NOVAS ESPECIES COLOCA A RESPONSABILIDAD E DO SER HUMANO COM AS DOENÇAS JÁ EXISTENTES NO PLANETA EM RISCO.JÁ TEMOS MUITOS PROBLEMAS MAU SOLUCIONADOS E QUE NÃO DAMOS CONTA. A ABORDAGEM DO FILME SOBRE O ASSUNTO E A MENSAGEM QUE DEIXA É QUE NÃO DEVEMOS CRIAR UMA VIDA SE NÃO DAMOS CONTA DA NOSSA E NÃO CUIDAMOS DOS NOSSOS SEMELHANTES COMO DEVERÍAMOS, VOCÊS VEEM TODOS OS DIAS O CAOS POR TODOS OS LADOS, A MÍDIA ESCONDE OS FATOS MOSTRANDO SÓ A BELEZA PRATICADA POR PESSOAS DE ALTO NÍVEL FINANCEIRO. AS TRAGÉDIAS COTIDIANAS SÃO ABAFADAS COMO UM CRIME PERFEITO!
0 +−

MARCOS MARKS

#10 Valdemir Macedo » 09-09-2016 18:38

Filme excelente,goste i do começo ao fim,gostaria imensamente de uma sequencia,tenho certeza que com um bom roteirista daria outro filme nota 1000 :D
0 +−

Valdemir Macedo

#9 Beatriz » 08-09-2016 16:02

É um filme horroroso!! Muito nojento :-x :-x
+1 +−

Beatriz

#8 Débora » 22-02-2015 23:44

Gostei muito do filme, em alguns momentos fiquei tensa. Gostaria de saber se lançou ou se vai lançar a continuação.
0 +−

Débora

#7 Daniela Lopes » 23-03-2014 17:25

Dren é a melhor personagem da trama. Ela percebe seu potencial e poder, deixando os cientistas que a criaram perdidos em suas pesquisas, acertos e erros. Ela é uma quimera, um mix de dna de animais, dos próprios criadores e talvez até de um artrópode, já que sua cauda é semelhante a do escorpião. Para piorar tudo isso ela é uma fêmea. Os momentos finais só não ficam confusos, porque lá, no começo do filme, as primeiras experiências híbridas do casal se explicam na cena mais gore que eu já vi. As criaturinhas "fofas" no aquário de vidro são macho e fêmea, mas algo dá errado e uma delas muta para o mesmo gênero da outra, o que leva ao confronto sanguinolento. Assim fica "explicado" a cena do estupro. O final mesmo ficou manjado e acho que foi um desperdício da personagem mutante.
+2 +−

Daniela Lopes

#6 jessika suelly » 23-08-2013 16:30

e muito bom esse filme ja assisti varias vezes toda vez que eu vejo na locadora eu alugo tem uma parte que da vontade de vomitar :-x
tem outra que da vontade de chorar :cry:
mais e muito bommmmmm amei
bom se fizezem filmes desse tipo alem de ensinar sobre biologia ainda da pra se divertir um pouco :lol:
+4 +−

jessika suelly

#5 MARIA DAS GRAÇAS » 12-08-2013 01:09

Gostei muito do filme, porém o que eu mais gostei foi da sua resenha. Parabéns você sabe usar as palavras de uma forma precisa. Sabe como prender a atenção do leitor, que se não tiver visto o filme ficará com vontade de assisti-lo, mesmo que depois não concorde com sua opinião .Mais uma vez parabéns.
+5 +−

MARIA DAS GRAÇAS

#4 Sue » 11-08-2013 05:23

Assisti hoje, até achei legalzinho, mas certas cenas são grotescas demais, chegando até a serem repulsivas de certa forma, mas gostei do final.
0 +−

Sue

#3 Déia Tuam » 12-08-2012 17:13

Assim como o filme é tão bom (abordando Ciência e Ética e nos mostrando tão humanos), com uma trama tão bem fechada, estou fascinada como esta resenha chama a atenção, sendo tão direta e ainda informativa.
Adorei porque esse filme é objetivo: cena a cena, seus personagens experimentam as consequências.
Algumas decisões são inesperadas. O expectador é testado.
É necessário ver esse filme. Ou, pelo menos, começar a ver*.
_______________ ________
* A comentarista Pamela Cardoso disse que não aguentou. Eu gostaria de saber o por quê. Conferindo, é mesmo um filme denso.
+2 +−

Déia Tuam

#2 Carlos Sousa » 01-02-2012 23:02

Gostei do filme por um dos fatores que sempre me chama a atenção: o terror psicológico. Esse ingrediente em uma obra de Sci-fi voltada para terror deixa o trabalho mais atraente. A atuação da atriz que fez a criatura foi bastante carismática.

Apesar do filme ter sido bem explicado e atendido minhas expectativas, achei ele um pouco corrido ali pelo final.
+5 +−

Carlos Sousa

#1 Pamela Cardoso » 01-02-2012 18:59

Já vi. Mas não até o fim. Não aguentei.
0 +−

Pamela Cardoso

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