Resenha: The Ward

(1 voto, média de 5.00 em 5)

 

 

 

John Carpenter’s The Ward


 Dez anos se passaram desde o último filme de John Carpenter e por isso o seu retorno era muito esperado. Não à toa o título do filme vem como “John Carpenter’s The Ward”, para que todos saibam o que esperar do filme. Bem, o problema é que a intensidade da decepção é diretamente proporcional ao tamanho da expectativa. O filme tem seus momentos mas, de uma forma geral, não cumpre a promessa de retorno magistral.

 O filme se passa no ano de 1966, na cidade de North Bend em Oregon, Estados Unidos da América. Uma menina fugitiva, Kristen, é capturada pela polícia após incendiar uma casa. Ela é então levada para o sinistro hospital psiquiátrico North Bend. Ela é então apresentada ao Dr. Gerald Stringer, que faz uso de uma terapia experimental. Além disso, conhece suas companheiras de ala Sarah, Zoey e Iris. Durante a noite e posteriormente em um chuveiro, Kristen vê um fantasma, que ela vem a descobrir ser Alice Hudson, uma ex-interna que desapareceu. Quando Iris recebe alta e está para ir para casa, ela é assassinada pelo fantasma de Alice. Começa então a busca pela verdade sobre Alice e seu passado.

 A partir daí começamos a ver os vários clichês comuns ao gênero. Fantasma vingativo, lugar assustador, o médico que esconde a verdade, e por aí vai. Nessa hora é que fica em evidência a competência do diretor. Tomadas precisas, boa fotografia e edição competente são alguns dos pontos altos do filme. O roteiro não é muito original e Carpenter parece ter sucumbido ao “terror do século XXI”, ou seja, aquele terror aonde se confunde medo com sustos e ao invés de provocarem medo no terror produzem sustos previsíveis causados por aparições repentinas acompanhadas de gritos irritantes. Não que ele faça uso extremo desse desinteressante recurso, mas ela acontece.

 De uma forma geral, o filme não é o que se espera de um diretor do porte de John Carpenter, ainda mais depois de um hiato de 10 anos. Porém, ele ainda mostra sua competência nos já citados elementos e, principalmente, no desfecho do filme. Dada a série de clichês, tudo indica que o final será previsível mas, sua competência entra em jogo para subverter e brincar com alguns clichês e salvar o final do filme.

 

Ficha técnica:

Título Original: The Ward
Título no Brasil: Aterrorizada
País: Estados Unidos
Ano de lançamento: 2010
Direção: John Carpenter
Roteiro: Michael Rasmussen e Shawn Rasmussen
Fotografia: Rohn Schmidt
Música: Mark Kilian
Edição: Patrick McMahon
Elenco: Amber Heard, Mamie Gummer, Danielle Panabaker, Laura-Leigh, Lyndsy Fonseca, Mika Boorem, Jared Harris.

Comentários   

#4 Luiz Poleto » 31-03-2012 02:38

Victor, acho que o que não joga o filme na categoria de "filmes que não se devem assistir" foi justamente o final que acabou sendo diferente do que se esperava.
−1 +−

Luiz Poleto

#3 Victor Meloni » 26-03-2012 13:03

Luiz, assisti este sábado a noite e, sinceramente, não gostei. E não foram os clichês a me incomodar; o roteiro não convenceu e a personagem principal, apesar de esforçar-se, é uma caricatura daquilo que já cansamos neste tipo de receita cinematográfica . Carpenter, na minha humilde opinião, não fez nada de diferente do que acontece há muito em hollywood; uma pasmaceira total neste gênero que precisa mesmo de uma revolução.
+1 +−

Victor Meloni

#2 Emerson Pimenta » 25-03-2012 21:33

Eu vi hehe. E pra falar a verdade eu gostei. Não é como se diga, noooossa, que filmaço, mas não é tão desprezível.
Tem algumas mortes agoniantes, e em alguns pontos estimula a curiosidade. Sem contar o elenco néh! Parece que pra ser internada ali tem que ser uma super gata hehehe :o

Se não tem nada pra fazer, eu recomendo xD
+2 +−

Emerson Pimenta

#1 Ramon Bacelar » 25-03-2012 21:23

Não vi esse, mas há muito o Carpenter não é o mesmo. Perdeu o gás. ;-)
0 +−

Ramon Bacelar

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