Resenha: Os Mortos Vivos

(2 votos, média de 5.00 em 5)

"Qual foi a pior coisa que você já fez? Não vou contar, mas lhe direi qual foi a pior coisa que já me aconteceu... a mais terrível..."

É com essa frase que Peter Straub começa uma das melhores histórias sobrenaturais do século XX, considerada pela crítica como uma narrativa incomparavelmente moderna.

Peter Straub nasceu em Milwaukee, Wisconsin, no Centro-Leste norte-americano. Aqui no Brasil, infelizmente, não é muito conhecido, e poucas de suas obras foram traduzidas para o português (felizmente "Os Mortos-Vivos" foi uma delas). Em sua terra natal, entretanto, ele goza de bastante prestígio.

Straub já ganhou prêmios de prestígio, como o Bram Stoker Award, dois World Fantasy Award e o International Horror Guild Award, o que o coloca como um dos escritores mais premiados da atualidade. Devo dizer que os prêmios são muito bem merecidos.

Os Mortos-Vivos tem um dos prólogos mais angustiantes que já li, e foi difícil não enlouquecer da mesma forma que o personagem apresentado ali.

A história se passa na pacata cidade de Milburn, e envolve um grupo de quatro amigos que foram a Sociedade Chowder: Ricky Hawthorne, John Jaffrey, Sears James e Edward Wanderly, que tem o custome de reunirem-se duas vezes por mês para contar histórias de fantasmas, acompanhados por charutos e bebidas. Não importa como as histórias aconteceram, o que importa é a forma em que é contada para o grupo.

Quando uma série de estranhos eventos começam a acontecer na cidade, eles resolvem pedir a ajuda de Donald Wanderly sobrinho de Edward. Donald é um escritor e seu último livro fora sobre ocultismo, por isso a Sociedade acredita que as pesquisas que Donald fez para o livro possam ajudá-los.

Donald chega na cidade e eventos ainda mais estranhos acontecem, alguns deles incluem uma ex-namorada de Donald, uma ex-moradora da cidade e alguns integrantes de uma das histórias de Sear James contada em uma das reuniões da Socidade.

Peter Straub escreve de uma maneira em que vários eventos acontecem em vários pontos do tempo, sem que haja confusão nem falta de entendimento, e é complicado fazer um resumo do livro sem correr o risco de revelar alguma parte importante. As quase 500 páginas não são um empecilho a leitura, que flui absurdamente rápida e não é cansativa – mesmo nas partes de marasmo. Seus personagens, e eles são muitos, são muito bem trabalhados, e em alguns pontos do livro é difícil saber quem é protagonista e quem é coadjuvante.

Este livro com certeza merece um espaço na estante (depois da leitura obrigatória, é claro).

Ficha Técnica:

Peter Straub, 1979

Título Original: Ghost Story

Tradução de A.B. Pinheiro de Lemos

Editora Nova Cultural.

 

 

 

Comentários   

#7 Maurilei » 22-04-2014 14:33

O melhor livro que li até agora, genial.
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Maurilei

#6 hederson » 13-02-2013 22:28

comecei agora,só li 60 pag.mas ja percebi que é ótimo.
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hederson

#5 Luciano Barreto » 29-07-2011 19:34

Esse foi um livro que me angustiou a cada página. Terror dos ótimos.

Poleto, beleza de resenha.
+1 +−

Luciano Barreto

#4 Ramon Bacelar » 15-07-2011 21:18

Complexo, rico em alusões e referências e muito bem escrito. Clássico de prema água.
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Ramon Bacelar

#3 Tânia Souza » 15-07-2011 21:09

Poleto, você já viu aquela outra capa desse livro? Achei tão mais bonita e sugestiva.
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Tânia Souza

#2 Caveirinha Sombrio » 15-07-2011 19:19

dizem que este livro é muito bom, não tive tempo de ler ainda mas vou ler.
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Caveirinha Sombrio

#1 Tânia Souza » 15-07-2011 18:40

Um dos meus livros favoritos.
+1 +−

Tânia Souza

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